O IEGM e a Agenda 2030 possuem vários pontos de encontro.
Segundo o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, nove dos 17 ODS estão diretamente presentes no índice, enquanto outros 31 quesitos possuem relação com metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Esse dado ajuda a tirar os ODS do campo apenas institucional e aproximá-los das políticas que as cidades já executam.
Saúde e educação aparecem nessa conexão
São duas áreas diretamente ligadas ao bem estar e às oportunidades oferecidas à população.
Quando os indicadores observam acesso, estrutura e políticas dessas áreas, parte da discussão sobre desenvolvimento sustentável já está presente.
Tecnologia também se conecta aos ODS
O TCESP relaciona boas práticas de serviços digitais ao ODS 9, Indústria, Inovação e Infraestrutura.
O PDTI aparece ligado aos ODS 9, 16 e 17, aproximando planejamento tecnológico de inovação, instituições e parcerias.
Isso mostra que uma discussão aparentemente técnica pode ter uma dimensão maior dentro da Agenda 2030.
Meio ambiente amplia essa relação
Resíduos, sustentabilidade e estrutura ambiental estão entre os temas que aproximam o i-Amb dos objetivos ambientais.
A conexão ajuda a perceber que decisões locais possuem efeitos sobre metas mais amplas.
Proteção das cidades também importa
Prevenção de riscos, preparação e capacidade de resposta dialogam com a construção de cidades mais seguras e resilientes.
Por que olhar essa correlação?
Porque ela permite enxergar duas leituras ao mesmo tempo.
Um quesito pode indicar um ponto de atenção no IEGM e também mostrar que aquele assunto possui relação com uma meta de desenvolvimento sustentável.
Em vez de manter as duas agendas separadas, a cidade consegue interpretar como uma política já existente participa das duas.
E os outros ODS?
O fato de um objetivo não aparecer na correlação direta não significa que as ações da cidade não possam contribuir para ele.
O próprio TCESP explica que algumas relações podem ser indiretas e que os quesitos do índice passam por atualizações.
Por isso, a correlação deve funcionar como referência, não como limite.
Leia também: ODS na gestão da cidade: como transformar metas em ações acompanháveis.